Case de reparo de inversor WEG CFW09 de 180 A, fabricante multinacional de fibra óptica e cabos
O inversor chegou sem registro de defeito. Em seis dias o laudo apontou o banco de capacitores do barramento esgotado, e o equipamento voltou revisado e testado com carga.
Para quem tem um inversor de grande porte encostado e precisa saber se ele ainda serve antes de decidir pela compra de um novo.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues.
Um fabricante multinacional de fibra óptica e cabos enviou à oficina da Orkan um inversor WEG CFW09 de 180 A, alimentado em 380 Vca, que estava parado havia muito tempo.
O cliente não tinha histórico do equipamento. A única informação na entrada era essa, e cabia à oficina descobrir em que estado o inversor estava.
Na análise, as medições da entrada e da saída em relação ao link CC não mostraram nada anormal. Com a frente aberta, a equipe chegou à placa de fonte e à de potência e encontrou os capacitores do barramento esgotados.
O interior estava muito sujo, e uma das placas tinha marcas de aquecimento perto dos resistores.
Um inversor parado por muito tempo pode ser ligado e falhar já em operação, com a linha dependendo dele. Sem um diagnóstico, a decisão entre reparar e comprar um novo ficaria no escuro.
Ainda na análise, o inversor foi energizado em 380 Vca e acusou a falha E31, de conexão da IHM. Os cabos flat da placa de controle e da IHM foram limpos e reassentados, e a falha não voltou. Com motor na saída, ele funcionou em comando local e remoto.
Aprovado o reparo, o equipamento foi desmontado por inteiro, lavado por ultrassom e seco em estufa. Na montagem, a pasta térmica dos blocos IGBT e SCR foi renovada, os capacitores do barramento foram trocados e os da fonte passaram por preventiva.
Montado, o inversor foi testado primeiro com tensão trifásica na entrada e depois com motor na saída, e foi aprovado. A oficina gravou um vídeo do funcionamento e o equipamento voltou ao cliente com o laudo e o registro fotográfico de cada etapa.
O laudo saiu seis dias depois da entrada, com o inversor já ligado e girando um motor na bancada. O cliente decidiu o reparo sabendo o que estava esgotado e o que ainda funcionava.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.