Case de retrofit da automação de uma linha completa de nãotecido, da matéria-prima ao bobinador
Transporte, secagem, extrusão, agulhagem e acabamento saíram de um supervisório antigo ligado a um CLP S5 para um CLP central, uma rede Profinet e um SCADA com receitas.
Para quem responde por uma linha contínua inteira que ainda roda sobre supervisório e CLP de outra geração, e precisa de uma base que aceite as próximas adequações sem recomeçar do zero.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 20 deles tiraram plantas do Siemens S5.
Uma fabricante de nãotecidos de um grupo multinacional. A linha deste case faz o caminho completo, do polímero seco à manta agulhada, calandrada e bobinada.
A linha tem transporte pneumático para dois silos, dois secadores com queimador, duas extrusoras com 26 zonas de aquecimento cada, 8 bombas de título por extrusora, sopradores, batedores, duas agulhadeiras, calandra, carro tensor e bobinador.
Tudo isso era operado por um supervisório na versão 2.20, que conversava com um CLP da série S5.
A linha inteira dependia desse conjunto de outra geração, e a comunicação entre supervisão e CLP passava por um driver de terceiro. Cada nova função, cada adequação e cada ajuste de processo precisava ser feito sobre essa base.
Numa linha contínua, supervisão e controle são um ponto só. Se o computador, o driver ou o CLP antigo falham, a linha fica sem telas ou sem controle, e cada mudança adiada vira uma adequação a mais para fazer sobre uma plataforma que não evolui.
A Orkan projetou a automação nova da linha inteira: um CLP central com remotas de I/O nas extrusoras, nos secadores, no transporte e na calandra, inversores em rede e uma rede Profinet que vai do rack principal à área das agulhadeiras e à sala de controle.
Por cima, um SCADA com receitas, parâmetros, malhas PID, alarmes e gráficos, descrito equipamento por equipamento no manual do supervisório.
A linha partiu com o controle novo em 2016, e o projeto elétrico foi revisado como construído depois do startup. Nos anos seguintes, a mesma base recebeu adequações NR-12, novos controles de pressão e ajustes de secagem, cada um registrado no histórico do programa.
Seis anos depois do startup, a equipe que entregou a linha ainda registrava no histórico do programa as mudanças que fazia nela, das agulhadeiras à secagem.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.