Case de integração em envasadora farmacêutica de líquidos, com programa do fabricante da máquina
Um produto novo pedia um frasco de maior volume. A máquina, feita para dois frascos pequenos por passo, ganhou um modo de envase de um frasco, sem reescrever a lógica do fabricante.
Para quem precisa levar um produto novo para uma máquina que já existe e esbarra num programa de fabricante estrangeiro, que ninguém na planta quer reescrever para mudar o formato.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 30 deles foram em plantas do setor farmacêutico.
Uma farmacêutica nacional. A envasadora de líquidos, de origem italiana, dosa, coloca gotejadores e aplica tampas no portfólio de frascos pequenos da planta.
A máquina foi projetada para frascos pequenos e dosa dois deles a cada passo do carrossel. O controle é um CLP Siemens S7-300, com o programa do fabricante comentado em italiano, e a operação passa por um PC industrial com o supervisório.
Um produto novo chegou num frasco de maior volume. O cliente construiu um ferramental novo, que comporta metade dos frascos do original, para envasar um frasco por passo.
A mecânica estava resolvida. A lógica da máquina, não: ela continuava esperando dois frascos, dois gotejadores e duas tampas a cada passo.
Enquanto a lógica esperasse dois frascos, o ferramental pronto não tinha como produzir, e o produto novo ficava sem onde ser envasado. A alternativa era mexer a fundo num programa de terceiro, escrito em outro idioma, numa máquina farmacêutica em uso.
A Orkan levantou a máquina na planta com a automação do cliente e estudou a cópia do programa. Nele, encontrou o bloco em que o fabricante concentra a configuração da máquina, e viu que bastava mudar alguns bits desse bloco.
Em vez de reescrever lógica, escreveu uma função pequena que faz essa mudança quando o modo é selecionado, ligada a uma chave nova numa entrada reserva do CLP.
A envasadora ganhou o modo de envase de um frasco, acionado pela chave no painel do operador e registrado nas folhas do projeto elétrico da máquina. Na outra posição, a máquina mantém o envase original dos frascos pequenos.
A solução coube em alguns bits: o programa do fabricante já tinha onde configurar a máquina, e a função nova só passou a escrever nesse lugar quando a chave é virada.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.