Case de retrofit de encartuchadeira em linha de embalagem farmacêutica de sólidos orais
O CLP e a chave de cames da encartuchadeira não tinham reposição. O sincronismo com o dobrador de bulas foi recriado em software, e os códigos de barras passaram a viajar com o produto.
Para quem responde por uma linha de embalagem farmacêutica cuja máquina depende de CLP ou came eletrônico sem reposição, e onde perder o sincronismo entre bula e cartucho compromete o lote.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 30 deles foram em plantas do setor farmacêutico.
Uma multinacional farmacêutica de sólidos orais. A encartuchadeira fecha a linha de embalagem: recebe o blíster da emblistadeira, junta a bula vinda do dobrador e forma o cartucho.
É uma máquina de composição, não de conformação: blíster, bula e cartucho convergem em pontos sincronizados do ciclo. Em volta dela, dobrador de bulas, dois magazines de cartucho, dois aplicadores de cola, detector de metais e inspeção de peso.
O CLP estava descontinuado e sem programa-fonte, e os esquemas só existiam em papel. O sincronismo com o dobrador de bulas dependia de uma chave de cames eletrônica proprietária, também sem reposição.
A falha de qualquer item crítico podia parar a máquina de vez, sem peça para trocar. E uma bula puxada do magazine tem de entrar no cartucho correspondente: perder esse sincronismo compromete a integridade do lote.
O sincronismo passou para o CLP, lendo diretamente três sensores do dobrador. A máquina foi modelada por estações, cada uma com seu came em software, e os três códigos de barras passaram a ser lidos e carregados junto com o produto ao longo do passo.
A mecânica, a pneumática e o próprio dobrador foram preservados. Antes do startup, a lógica foi testada em simulação na bancada da Orkan.
A encartuchadeira passou a seguir o mesmo padrão de programa, endereçamento de memória e estrutura da emblistadeira que opera em série na mesma linha, também modernizada pela Orkan. A manutenção atende as duas máquinas com o mesmo treinamento.
O sincronismo com o dobrador deixou de depender de tempo: o giro da esteira de bulas é confirmado pelo sensor do próprio equipamento, e a bula puxada segue para o cartucho da sua posição.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.