Case de retrofit em emblistadeira farmacêutica com passo comandado por servomotor
CLP e IHM sem reposição nem suporte no país, e sem programa-fonte. O controle foi refeito em plataforma aberta, com o servo em rede digital e a mecânica intacta.
Para quem mantém uma máquina de embalagem primária que depende de CLP ou IHM sem peça no país, de um programa sem fonte ou de um sinal analógico que ninguém consegue diagnosticar.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 30 deles foram em plantas do setor farmacêutico.
Uma multinacional farmacêutica de sólidos orais. A máquina é uma emblistadeira Blisterflex, em que o passo não vem de um came mecânico, mas de um servomotor.
Na configuração original, um CLP dedicado mandava a referência ao drive do servo como sinal analógico, e uma IHM também dedicada fazia a interface com o operador. A mecânica e a pneumática estavam íntegras: a manutenção não registrava falhas relevantes nelas.
Nem o CLP nem a IHM tinham reposição ou suporte técnico no Brasil, e o programa-fonte do CLP não estava disponível. Os esquemas elétricos existiam só em papel, sem refletir anos de intervenções. E a referência analógica do servo ficava exposta a interferência, numa máquina em que o sincronismo do passo é crítico.
Uma falha no CLP parava a máquina inteira à espera de fornecedor estrangeiro. Sem o fonte, nenhuma melhoria era possível sem o fabricante original, também descontinuado. E ruído no sinal de posição aparece como passo impreciso, qualidade variável e parada para reajuste.
A mecânica ficou. O controle foi para plataforma aberta: CLP Siemens S7-300, programado em STEP 7, e IHM Pro-face. A referência do servo saiu do sinal analógico e passou para Profibus-DP, determinístico e com cabo blindado. Os inversores existentes foram mantidos e entraram na mesma rede.
O software foi reescrito por engenharia reversa e testado em bancada antes da implantação, e os esquemas foram redesenhados conforme a máquina real.
A máquina passou a ter reposição nacional para o controle, alarmes nomeados na IHM e um passo comandado por rede digital. O software foi entregue editável, sem bloqueio, e a equipe do cliente passou a manter a máquina sem depender do fabricante original.
O elo mais frágil da máquina não era o motor nem o CLP: era o sinal analógico que levava a posição até o servo. Passar essa referência para a rede digital removeu a causa, em vez de compensar o efeito.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.