Case de retrofit de automação em laminador de uma metalúrgica de não ferrosos
Um laminador preso a um S5 sem reposição e a esquemas que ninguém confiava passou para S7-1500, com o I/O novo nos painéis originais e a operação pela mesma mesa.
Para quem mantém uma máquina que ainda roda num S5 e precisa sair dele sem mudar o jeito de operar, com esquemas elétricos que já não merecem confiança.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 20 deles tiraram plantas do Siemens S5.
Uma grande metalúrgica de não ferrosos. O laminador era comandado por um Siemens S5 e operado por mesa de comando e sinótico, sem IHM nem supervisório.
O controle rodava num Siemens S5 135U: um rack central com CPU 948 e cinco racks de expansão. Mesa de comando e sinótico falavam direto com o I/O do CLP.
Um sistema de controle de planicidade já desativado continuava referenciado no programa.
Pela avaliação do próprio cliente, com o CLP obsoleto a confiabilidade e a disponibilidade do laminador não acompanhavam a demanda planejada.
Os esquemas elétricos não tinham cópia em boas condições, e havia dúvida sobre alterações feitas ao longo dos anos sem registro. A única base segura do funcionamento era o próprio programa S5.
Cada cartão S5 que falha é peça difícil de encontrar, e sem esquema confiável o diagnóstico depende de quem ainda conhece a máquina. Trocar CPU, racks e I/O de uma só vez, sem saber se o desenho bate com o campo, deixaria a volta à produção sem data certa.
A troca foi planejada em duas etapas. Na primeira, só a CPU sairia: uma placa de interface em cada rack S5, inclusive no central, faria os racks antigos serem vistos pelo S7-1500 como remotas Profibus, com a fiação de campo intacta.
Na segunda, com o software validado, os racks e o I/O S5 dariam lugar ao I/O do S7-1500 em Profinet.
A Orkan converteu o programa S5 para o S7-1500 mantendo as funcionalidades do laminador, e levantou o projeto elétrico a partir das páginas digitalizadas do original.
Os racks novos foram montados em placas na própria Orkan e chegaram prontos para entrar nos painéis existentes. Para a primeira etapa, o plano previa placas de interface emprestadas pela Orkan.
O startup foi realizado com o S7-1500 e o I/O novo instalados nos painéis originais, e a operação seguiu pela mesma mesa de comando. Ficaram o programa final salvo, o projeto elétrico atualizado e o as-built dos painéis.
Sem cópia confiável dos esquemas, o projeto elétrico foi levantado a partir das páginas digitalizadas do original, e o laminador saiu da troca com a documentação em dia.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.