Case de engenharia de documentação em planta de excipientes farmacêuticos
Os fluxogramas de quatro áreas de produção e das utilidades foram levantados em campo, redesenhados num padrão único e ligados ao histórico de tags da planta.
Para quem responde por uma planta de processo cujos fluxogramas foram feitos em épocas e padrões diferentes, e que precisa de P&IDs em que engenharia, manutenção e novos projetos possam confiar.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 30 deles foram em plantas do setor farmacêutico.
Uma fabricante de excipientes farmacêuticos, parte de um grupo multinacional. A planta tem quatro áreas de produção e utilidades próprias, de vapor e óleo térmico a água desmineralizada.
Os fluxogramas que a planta tinha vieram de momentos diferentes da sua história. Havia desenhos de projetos de ampliação, diagramas de utilidades de anos distintos e até isométricos no lugar de fluxograma, cada um com a sua numeração e o seu jeito de representar.
Não havia uma regra da planta para P&ID, e o grupo tinha o seu próprio padrão corporativo de tags e símbolos.
Havia ainda uma preocupação concreta: a gestão de ativos da planta estava apoiada no tag dos equipamentos, e o tag teria de mudar.
Sem um P&ID em que se possa confiar, cada ampliação, compra de equipamento ou análise de processo começa por um novo levantamento em campo. E trocar o tag sem registrar a correspondência cortaria a ligação com o histórico de cada ativo.
Antes da primeira folha, a Orkan escreveu o padrão: uma norma interna de P&ID que condensa ISA, DIN e ISO no perfil do processo e das equipes da planta, com informação útil também para a manutenção elétrica e de automação.
Uma área de menor complexidade serviu de modelo para calibrar método e formato. O levantamento foi feito em campo, com um técnico experiente do cliente, e quando o padrão do grupo chegou, os desenhos foram levados para ele.
A planta recebeu 53 folhas de P&ID das quatro áreas de produção e de oito sistemas de utilidades, em arquivos editáveis, e uma tabela que liga cada tag antigo registrado ao tag novo.
Dois anos depois, as mesmas folhas, já revisadas, voltaram à mesa como documento de referência do cliente para um novo projeto na planta.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.