Case de retrofit em compactador de rolos farmacêutico, com trilha de auditoria (21 CFR Part 11)
CLP, IHM e inversores Allen-Bradley de um compactador de rolos deram lugar a uma plataforma Siemens única, com os mesmos modos de trabalho e a lógica levantada da própria máquina.
Para quem responde por um equipamento de sólidos orais que ainda roda com CLP, IHM e inversores de fabricantes e gerações diferentes, e precisa registrar na IHM quem alterou o quê, sem mudar o jeito de operar.
A Orkan tem mais de 35 anos de automação industrial e mais de 400 projetos entregues. Mais de 30 deles foram em plantas do setor farmacêutico.
Uma farmacêutica nacional. O equipamento é um compactador de rolos com moinho granulador, que faz a granulação a seco numa produção de sólidos orais.
O compactador reúne duas roscas dosadoras, um par de rolos compactadores e um moinho granulador, e trabalha em três modos: compactar e granular, só compactar ou só granular.
O controle era um CLP Allen-Bradley SLC 500, com uma IHM de outro fabricante, operada por teclas de função, e inversores Allen-Bradley ligados ao CLP por módulos de I/O remoto.
A automação juntava fabricantes e gerações diferentes, cada um com sua ferramenta e seu protocolo, e a IHM não tinha trilha de auditoria.
Para chegar a uma plataforma nova, a lógica da máquina precisava ser lida na linguagem de outro fabricante, sem mudar o comportamento que a operação conhecia.
Enquanto a IHM não registra quem alterou velocidade, abertura dos rolos ou limite de alarme, cada ajuste depende de papel e de memória para ser explicado numa auditoria. E cada marca a mais no painel é mais um estoque de peças, mais uma ferramenta e mais um especialista para manter a máquina rodando.
Antes de desenhar o sistema novo, a Orkan leu o que a máquina fazia: copiou e comentou o programa do CLP, mapeou a troca de dados com cada inversor e registrou as telas e as variáveis da IHM antiga.
Sobre esse levantamento, montou CLP, IHM e quatro inversores Siemens numa única rede Profinet, com a trilha de auditoria da própria IHM e cinco níveis de acesso.
A máquina manteve os três modos e o controle automático da abertura dos rolos, agora numa IHM touch que registra as ações relevantes para GMP. Com ela vieram a especificação de hardware, o projeto elétrico as-built, o manual de operação e o databook com os programas.
O esquema elétrico e o manual de operação ficaram dentro da própria IHM. Quem atende a máquina abre os dois na tela, ao lado do diagnóstico do CLP e dos inversores.
O relatório técnico que a equipe de engenharia usa para decidir se o mesmo caminho serve para a sua planta.